{"id":1470,"date":"2024-11-04T10:44:03","date_gmt":"2024-11-04T13:44:03","guid":{"rendered":"https:\/\/feiradiferente.com.br\/?p=1470"},"modified":"2024-11-04T10:44:04","modified_gmt":"2024-11-04T13:44:04","slug":"museu-a-ceu-aberto-sales-barbosa-prova-de-que-a-poesia-nao-morreu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feiradiferente.com.br\/index.php\/2024\/11\/04\/museu-a-ceu-aberto-sales-barbosa-prova-de-que-a-poesia-nao-morreu\/","title":{"rendered":"Museu a C\u00e9u Aberto Sales Barbosa &#8211; prova de que a poesia n\u00e3o morreu"},"content":{"rendered":"\n<p>Estaria o mundo (o nosso planeta) ficando \u00e1rido, sem sentimentos, sem amor? Os poetas, cantadores das emo\u00e7\u00f5es nas linhas de suas escritas, desapareceram? S\u00e3o perguntas que, talvez, para o grande p\u00fablico, n\u00e3o tenham o menor significado, a menor import\u00e2ncia, mas h\u00e1 sempre \u201calgu\u00e9m na multid\u00e3o\u201d, como diz uma can\u00e7\u00e3o da Jovem Guarda, que ainda se preocupe com a poesia e os poetas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta cidade, esse relevante papel tem como protagonista a professora Cintia Portugal de Almeida, graduada em Letras com Franc\u00eas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e autora do interessante livro Caminhando pela Cidade, que \u00e9 um verdadeiro diagn\u00f3stico \u00edntimo da Cidade Princesa. Essa obra, de real import\u00e2ncia pelo seu conte\u00fado e pela forma como \u00e9 apresentada pela autora, merece ser profundamente conhecida pelo feirense.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m de Cintia Portugal outro trabalho em andamento que merece aplausos e apoio dos que gostam da cidade, mesmo que n\u00e3o tenham o mesmo sentimento pela poesia: a exalta\u00e7\u00e3o ao poeta feirense Francisco Sales Barbosa, cujo nome muitos conhecem como patrono de uma das mais importantes vias do com\u00e9rcio local. Todavia, pouqu\u00edssimos sabem quem foi ele ou o que fez na vida.<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do Museu a C\u00e9u Aberto Sales Barbosa (MASB), em constante evolu\u00e7\u00e3o, mediante o revestimento com mosaico dos bancos instalados pela Prefeitura no Cal\u00e7ad\u00e3o Sales Barbosa, a partir do Mercado de Arte Popular at\u00e9 a Igreja dos Rem\u00e9dios, trabalho que ela desenvolve com o irrestrito apoio da Oficina de Mosaico do Centro Universit\u00e1rio de Cultura e Arte (CUCA), \u00e9 uma rara demonstra\u00e7\u00e3o de apre\u00e7o e reconhecimento ao poeta Sales Barbosa, nascido em 1862 e falecido em 1888.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os que n\u00e3o conhecem o Museu a C\u00e9u Aberto, \u00e9 fundamental dizer que, a partir da ideia, mesmo sem o apoio necess\u00e1rio, Cintia Portugal iniciou o revestimento dos bancos e, com o advento da ajuda oferecida pela Oficina de Mosaico, restam poucos bancos para a conclus\u00e3o do projeto. Em cada banco, artisticamente trabalhado com mosaicos coloridos, s\u00e3o inseridos versos do rom\u00e2ntico Sales Barbosa, que foi, igualmente, um tenaz defensor da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, o que ele explicitava insistentemente em seu trabalho de respeitado jornalista e advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Na execu\u00e7\u00e3o do revestimento dos bancos da Rua Sales Barbosa, \u00e9 not\u00f3ria a participa\u00e7\u00e3o direta dos integrantes da Oficina de Mosaico do CUCA: Edimezia, Elizabete Barbosa, Concei\u00e7\u00e3o Lima, Edinilsa Alexandre, Luc\u00e9lia Santos, Gabriele Alexandre e Marcos (Badega). Esse trabalho, que dever\u00e1 ter prosseguimento em breve, \u00e9 bancado pelos membros da Oficina, que, al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o artesanal na consecu\u00e7\u00e3o da obra, disponibilizam numer\u00e1rio pr\u00f3prio para a aquisi\u00e7\u00e3o do material necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cA poesia n\u00e3o morreu; ela est\u00e1 viva e bem viva. Ela est\u00e1 aqui, no Museu a C\u00e9u Aberto Sales Barbosa, e est\u00e1 em todo lugar. \u00c9 s\u00f3 senti-la<\/em>\u201d. Est\u00e1 certa a professora e escritora Cintia Portugal de Almeida, que, movida pelo sentimento natural da poetisa que \u00e9, encontrou uma maneira pouco ortodoxa, mas de indiscut\u00edvel valor, de homenagear um conterr\u00e2neo que repousa na hist\u00f3ria da Cidade Princesa com ineg\u00e1veis qualidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estaria o mundo (o nosso planeta) ficando \u00e1rido, sem sentimentos, sem amor? Os poetas, cantadores das emo\u00e7\u00f5es nas linhas de suas escritas, desapareceram? S\u00e3o perguntas que, talvez, para o grande p\u00fablico, n\u00e3o tenham o menor significado, a menor import\u00e2ncia, mas h\u00e1 sempre \u201calgu\u00e9m na multid\u00e3o\u201d, como diz uma can\u00e7\u00e3o da Jovem Guarda, que ainda se preocupe com a poesia e os poetas. Nesta cidade, esse relevante papel tem como protagonista a professora Cintia Portugal de Almeida, graduada em Letras com Franc\u00eas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e autora do interessante livro Caminhando pela Cidade, que \u00e9 um verdadeiro diagn\u00f3stico \u00edntimo da Cidade Princesa. Essa obra, de real import\u00e2ncia pelo seu conte\u00fado e pela forma como \u00e9 apresentada pela autora, merece ser profundamente conhecida pelo feirense. \u00c9 tamb\u00e9m de Cintia Portugal outro trabalho em andamento que merece aplausos e apoio dos que gostam da cidade, mesmo que n\u00e3o tenham o mesmo sentimento pela poesia: a exalta\u00e7\u00e3o ao poeta feirense Francisco Sales Barbosa, cujo nome muitos conhecem como patrono de uma das mais importantes vias do com\u00e9rcio local. Todavia, pouqu\u00edssimos sabem quem foi ele ou o que fez na vida. A cria\u00e7\u00e3o do Museu a C\u00e9u Aberto Sales Barbosa (MASB), em constante evolu\u00e7\u00e3o, mediante o revestimento com mosaico dos bancos instalados pela Prefeitura no Cal\u00e7ad\u00e3o Sales Barbosa, a partir do Mercado de Arte Popular at\u00e9 a Igreja dos Rem\u00e9dios, trabalho que ela desenvolve com o irrestrito apoio da Oficina de Mosaico do Centro Universit\u00e1rio de Cultura e Arte (CUCA), \u00e9 uma rara demonstra\u00e7\u00e3o de apre\u00e7o e reconhecimento ao poeta Sales Barbosa, nascido em 1862 e falecido em 1888. Para os que n\u00e3o conhecem o Museu a C\u00e9u Aberto, \u00e9 fundamental dizer que, a partir da ideia, mesmo sem o apoio necess\u00e1rio, Cintia Portugal iniciou o revestimento dos bancos e, com o advento da ajuda oferecida pela Oficina de Mosaico, restam poucos bancos para a conclus\u00e3o do projeto. Em cada banco, artisticamente trabalhado com mosaicos coloridos, s\u00e3o inseridos versos do rom\u00e2ntico Sales Barbosa, que foi, igualmente, um tenaz defensor da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, o que ele explicitava insistentemente em seu trabalho de respeitado jornalista e advogado. Na execu\u00e7\u00e3o do revestimento dos bancos da Rua Sales Barbosa, \u00e9 not\u00f3ria a participa\u00e7\u00e3o direta dos integrantes da Oficina de Mosaico do CUCA: Edimezia, Elizabete Barbosa, Concei\u00e7\u00e3o Lima, Edinilsa Alexandre, Luc\u00e9lia Santos, Gabriele Alexandre e Marcos (Badega). Esse trabalho, que dever\u00e1 ter prosseguimento em breve, \u00e9 bancado pelos membros da Oficina, que, al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o artesanal na consecu\u00e7\u00e3o da obra, disponibilizam numer\u00e1rio pr\u00f3prio para a aquisi\u00e7\u00e3o do material necess\u00e1rio. \u201cA poesia n\u00e3o morreu; ela est\u00e1 viva e bem viva. Ela est\u00e1 aqui, no Museu a C\u00e9u Aberto Sales Barbosa, e est\u00e1 em todo lugar. \u00c9 s\u00f3 senti-la\u201d. 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