Pacote de obras contempla unidades na sede e nos distritos, além da nomeação de 276 novos professores para a rede municipal O prefeito José Ronaldo anunciou, na tarde desta terça-feira (21), um pacote de investimentos superior a R$ 126 milhões voltado à ampliação, reestruturação e modernização da rede municipal de ensino de Feira de Santana. O anúncio foi realizado no auditório da Secretaria Municipal de Educação e contou com a presença do vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto, além de secretários municipais. Os recursos serão destinados à reforma e ampliação de nove unidades escolares, localizadas tanto na sede quanto nos distritos do município. As intervenções incluem reformas estruturais, construção de novos espaços e aumento da capacidade de atendimento das escolas. Entre as unidades contempladas está a Escola Municipal Parque Brasil, no bairro Conceição, que passará a contar com 20 salas de aula distribuídas em uma área de aproximadamente 2.800 metros quadrados, com capacidade para atender até 1.400 alunos. No Campo Limpo, duas escolas serão beneficiadas. A Escola Chico Mendes receberá uma nova estrutura com 20 salas de aula, enquanto a Escola Wilson Moreira Mascarenhas será ampliada para nove salas, podendo atender cerca de 630 estudantes. Já no distrito de Tiquaruçu, a Escola Municipal Martiniano Silva Carneiro será ampliada com cinco salas de aula e mais de mil metros quadrados de área construída, beneficiando aproximadamente 350 alunos da zona rural. O pacote também contempla a Escola Odete de Oliveira, no bairro Pampalona, que receberá investimento de R$ 17 milhões para construção de uma unidade com 20 salas de aula. No Novo Horizonte, a Escola Otaviano Ferreira Campos contará com investimento de R$ 12 milhões para implantação de 13 salas. No bairro Tomba, a Escola Municipal Maria Helena Queiroz também receberá R$ 17 milhões para construção de uma estrutura com capacidade para até 1.400 estudantes. No Parque Fraternidade, a Escola Doutor Gamaliel será contemplada com investimento semelhante, enquanto a Escola Professor Otávio Mansur de Carvalho passará por obras orçadas em R$ 11 milhões, ampliando sua capacidade para cerca de 910 alunos. Segundo o prefeito José Ronaldo, a escolha das unidades levou em consideração a maior demanda por vagas registrada no início do ano letivo. Ele afirmou que muitas dessas escolas possuem estruturas antigas e serão substituídas por prédios modernos, equipados com biblioteca, refeitório, áreas de lazer e espaços adaptados às necessidades atuais da educação. A expectativa da gestão é concluir todas as obras até o início de 2028. Durante o evento, o prefeito também anunciou a nomeação de 276 novos professores para a rede municipal de ensino. De acordo com José Ronaldo, as convocações atenderão às demandas existentes nas salas de aula, enquanto a administração também avança em medidas de valorização da categoria, como processos de enquadramento e estudos para mudança de referência na carreira. O vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto, destacou que os investimentos acompanham o crescimento do município e buscam ampliar o acesso à educação. Segundo ele, a chegada dos novos professores reforça o quadro pedagógico da rede, que atualmente conta com 212 escolas e creches. Além das ampliações, todas as unidades contempladas receberão um novo padrão arquitetônico, com infraestrutura acessível e moderna. Os projetos incluem pátio coberto, playground, biblioteca, salas multiuso, espaços para Atendimento Educacional Especializado (AEE), refeitório, cozinha industrial, vestiários e sanitários adaptados para pessoas com deficiência, buscando oferecer mais conforto, inclusão e melhores condições para o ensino público municipal.
Patrocínio do Corinthians com plataforma de conteúdo adulto vira alvo de representação no Ministério Público
Parceria com a Fatal Fans provoca abaixo-assinado com mais de 40 mil assinaturas e amplia debate sobre os limites da publicidade no futebol O patrocínio firmado entre o Corinthians e a plataforma de conteúdo adulto Fatal Fans continua gerando repercussão e ampliando o debate sobre os limites da publicidade no esporte. Anunciado no início de julho, o acordo passou a ser alvo de críticas de torcedores, especialistas e entidades da sociedade civil, que questionam a exposição da marca em um ambiente frequentado por crianças e adolescentes. A polêmica ultrapassou as redes sociais e ganhou desdobramentos jurídicos. Um abaixo-assinado contrário à parceria já reúne mais de 40 mil assinaturas, enquanto uma representação foi protocolada no Ministério Público de São Paulo solicitando a análise da legalidade da publicidade vinculada ao clube. Os questionamentos se concentram na associação entre uma plataforma de conteúdo adulto e uma das maiores instituições esportivas do país. Especialistas nas áreas de direito da criança e do adolescente e de publicidade defendem que a presença da marca em competições e eventos esportivos pode impactar o público infantojuvenil, que acompanha o futebol em estádios, transmissões e demais ações do clube. O caso também reacende discussões sobre a presença de empresas ligadas ao segmento adulto no futebol brasileiro, tema que já gerou controvérsias em outras oportunidades e volta a levantar questionamentos sobre os critérios adotados para esse tipo de patrocínio. Embora façam parte do mesmo grupo empresarial, Atlas Technologies, as plataformas Fatal Fans e Fatal Model possuem propostas diferentes. A Fatal Model atua como um site de classificados para anúncios de acompanhantes, modelo que já patrocinou clubes brasileiros e também foi alvo de debates públicos. Já a Fatal Fans opera em formato semelhante ao OnlyFans, permitindo que criadores comercializem conteúdos exclusivos por meio de assinaturas pagas. Até o momento, o Corinthians mantém o contrato firmado com a empresa e não anunciou qualquer mudança em relação ao acordo. Enquanto a parceria segue em vigor, o tema continua dividindo opiniões. Parte dos torcedores defende a liberdade dos clubes para ampliar suas receitas em um cenário financeiro cada vez mais competitivo. Em contrapartida, críticos argumentam que determinadas marcas não são compatíveis com instituições esportivas de grande alcance social, especialmente por sua relação direta com crianças e adolescentes.