Com o início da propaganda eleitoral neste domingo (16), uma dúvida ganhou repercussão entre os motoristas: colocar adesivo de candidato em um veículo particular pode provocar a perda da cobertura do seguro?
Segundo especialistas e representantes do setor, a simples colocação de um adesivo eleitoral não é suficiente, por si só, para cancelar ou invalidar o seguro do automóvel. O ponto de atenção está principalmente na forma como o veículo passa a ser utilizado durante o período de campanha.
Se o proprietário mantém o uso habitual do carro — para deslocamentos pessoais, trabalho ou atividades do dia a dia — e apenas coloca um adesivo manifestando sua preferência eleitoral, não há, em princípio, mudança no perfil de utilização do veículo.
A situação pode ser diferente quando o automóvel passa a ser utilizado diretamente nas atividades de campanha, como em carreatas frequentes, transporte de equipes ou materiais, instalação de equipamentos de som ou outras ações de apoio. Nesses casos, a utilização pode representar uma alteração do risco considerado pela seguradora no momento da contratação.
A orientação da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) é que mudanças relevantes na utilização do automóvel sejam comunicadas à seguradora para que as condições da apólice sejam verificadas e, se necessário, atualizadas.
Portanto, ter um adesivo eleitoral no carro não significa automaticamente perder o seguro. O motorista deve ficar atento principalmente quando o veículo deixa de ter apenas uso particular e passa a integrar efetivamente atividades de campanha.
Em caso de dúvida, a recomendação é consultar a seguradora ou o corretor responsável pela apólice antes de modificar a utilização habitual do veículo.
