Entregadores de aplicativos aderem a “Breque Nacional” nesta terça-feira (1º) em Feira de Santana

Mobilização reivindica taxa mínima de R$ 10 por corrida de até quatro quilômetros e pagamento adicional de R$ 2,50 por quilômetro excedente

Entregadores que trabalham por meio de aplicativos participam, nesta terça-feira (1º), do chamado “Breque Nacional dos Apps”, uma paralisação realizada em diferentes cidades brasileiras para reivindicar mudanças na remuneração e nas condições de trabalho da categoria. Feira de Santana está entre os municípios baianos com mobilização anunciada.

A principal orientação divulgada pelos organizadores é que os profissionais que aderirem ao movimento permaneçam offline nas plataformas e não aceitem entregas durante a paralisação. A estratégia busca chamar a atenção das empresas e do poder público para as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.

Entre os principais pedidos está a adoção de uma taxa mínima de R$ 10 para corridas de até quatro quilômetros, além do pagamento de R$ 2,50 por quilômetro excedente. A categoria argumenta que a remuneração precisa considerar despesas assumidas pelos próprios trabalhadores, como combustível, manutenção da motocicleta, pneus, óleo e depreciação do veículo.

Além dos valores pagos pelas corridas, participantes do movimento questionam modalidades adotadas pelas plataformas, como o +Entregas e o Fim de Semana Turbinada. Também há reivindicações relacionadas à transparência nos bloqueios e suspensões de contas e à regulamentação do trabalho por aplicativos.

Mobilização em Feira de Santana

Em Feira de Santana, a convocação busca ampliar a adesão dos motociclistas e entregadores ao movimento nacional. A proposta é reduzir o número de profissionais conectados aos aplicativos durante esta terça-feira como forma de fortalecer a paralisação.

A mobilização também tenta sensibilizar estabelecimentos que utilizam serviços de entrega por aplicativo. A eventual participação de restaurantes, porém, depende da adesão individual de cada estabelecimento, não havendo indicação de paralisação obrigatória do comércio ou dos serviços de delivery.

Além de Feira de Santana, foram anunciadas mobilizações em cidades como Salvador, São Paulo, Campinas, Sorocaba, Goiânia, Anápolis e Brasília.

O movimento acontece em meio ao debate nacional sobre a regulamentação dos trabalhadores de plataformas digitais. Uma das propostas em discussão no Congresso prevê remuneração bruta mínima de R$ 8,50 para determinados serviços de entrega de até quatro quilômetros, valor inferior aos R$ 10 reivindicados pelos participantes do Breque Nacional.

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