Dados do Caged referentes aos oito primeiros meses de 2026 mostram 49,3 mil admissões no município; mulheres tiveram saldo de contratações superior ao dos homens
O mercado formal de trabalho de Feira de Santana encerrou os oito primeiros meses de 2026 com saldo positivo de 4.514 empregos. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes ao período de janeiro a agosto, também apontam mudanças no perfil dos trabalhadores que conseguiram espaço no mercado, com destaque para mulheres, profissionais com ensino superior completo e pessoas acima dos 40 anos.
No período, foram contabilizadas 49.390 admissões e 44.876 desligamentos no município.
Quando analisados os dados por escolaridade, os trabalhadores com ensino médio completo concentraram o maior resultado, com saldo de 3.549 postos de trabalho. Em seguida aparecem os profissionais com ensino superior completo, com saldo positivo de 604 empregos.
Mulheres apresentam saldo superior ao dos homens
Na divisão por sexo, as mulheres ficaram ligeiramente à frente no resultado das contratações. Entre janeiro e agosto, o saldo feminino chegou a 2.298 postos de trabalho, enquanto entre os homens foram registrados 2.216, uma diferença de 82 vagas.
Para a secretária municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Márcia Ferreira, os números indicam oportunidades para diferentes perfis profissionais.
“Os dados mostram um mercado de trabalho dinâmico e com oportunidades para diferentes perfis de trabalhadores. É importante observar, especialmente, o crescimento da participação de profissionais com ensino superior e de pessoas acima dos 40 anos. Isso demonstra que a experiência e a qualificação profissional continuam tendo espaço no mercado formal”, afirmou.
Trabalhadores acima dos 40 anos ganham espaço
Os jovens entre 18 e 24 anos apresentaram o maior saldo entre todas as faixas etárias, com 2.869 postos de trabalho.
Os números também chamam atenção para a presença de trabalhadores mais experientes. A faixa entre 40 e 49 anos apresentou saldo positivo de 500 empregos, enquanto os trabalhadores entre 50 e 64 anos registraram outros 330.
Somados, os dois grupos entre 40 e 64 anos alcançaram saldo positivo de 830 postos de trabalho nos oito primeiros meses do ano.
Também houve resultado positivo entre trabalhadores de até 17 anos, com 321 postos; de 25 a 29 anos, com 166; de 30 a 39 anos, com 285; e entre pessoas com 65 anos ou mais, com 23.
Segundo o diretor da Casa do Trabalhador, Magno Felzemburgh, os números mostram que profissionais mais experientes também estão encontrando espaço no mercado formal.
“É um dado que merece ser observado com atenção. A presença de trabalhadores com mais de 40 anos entre os grupos com maior saldo mostra que o mercado está absorvendo também profissionais com experiência e trajetória. Isso reforça a importância de manter a qualificação e a intermediação de mão de obra acessíveis para trabalhadores de todas as idades”, destacou.
Produção industrial lidera saldo por ocupação
Na divisão por ocupação, o maior saldo foi registrado entre os trabalhadores da produção de bens e serviços industriais, no grupo 7 da classificação ocupacional, com 1.909 postos.
Na sequência aparecem trabalhadores dos serviços e vendedores do comércio em lojas e mercados, com saldo de 1.075, e profissionais das ciências e das artes, com 673 postos.
Também tiveram resultados positivos os técnicos de nível médio, com 508 postos; trabalhadores de serviços administrativos, com 366; trabalhadores da produção de bens e serviços industriais do grupo 8, com 125; e trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca, com 19.
Os dados do Caged mostram, portanto, que Feira de Santana manteve saldo positivo na geração de empregos formais entre janeiro e agosto de 2026, ao mesmo tempo em que mulheres e trabalhadores de faixas etárias mais elevadas aparecem com participação relevante entre os resultados positivos do período.
