O jejum de Alejo Véliz chegou a sete jogos, e Rogério Ceni não pensa em mexer no ataque do Bahia. Depois da vitória por 3 a 2 sobre o São Paulo, na quarta-feira (28), o técnico foi direto: o argentino segue como o nove do time.

Sete jogos sem gol e a cobrança natural
É a maior sequência sem marcar do atacante desde que ele chegou ao clube, segundo a cobertura da imprensa baiana. Por isso, a pergunta apareceu na coletiva. Afinal, camisa 9 que não faz gol vira assunto em qualquer torcida.
Ceni, no entanto, não fugiu do tema. Ele reconheceu a expectativa e disse, de acordo com o Bahia Notícias e outros veículos: “Claro que queremos ver o nove fazendo gols”. Em seguida, o treinador explicou por que não vê motivo para pânico.
O que Ceni enxerga no jejum de Alejo Véliz
O argumento tem duas partes. Primeiro, o técnico afirmou que o atacante não teve uma chance clara de gol contra o São Paulo. Depois, destacou o que ele faz sem a bola: segundo o treinador, Véliz abriu espaço para Kike, Pulga e para a chegada de Jean Lucas.
Ou seja, Ceni mede o centroavante por outra régua. Para ele, o nove também serve para prender zagueiros e liberar quem vem de trás. Esse papel, porém, só convence a arquibancada quando o gol aparece.
O trabalho que não aparece na súmula
A defesa do técnico faz sentido no campo tático. Um centroavante que briga com a zaga adversária, sustenta a bola e abre corredores ajuda o time mesmo sem finalizar. Além disso, o Bahia vive um bom momento coletivo e fez três gols no São Paulo sem precisar do camisa 9.
Mesmo assim, a conta fecha só até certo ponto. Atacante é cobrado por gol, e o próprio Ceni admite isso. Quanto mais o jejum se alonga, mais cada finalização perdida pesa.
Cruzeiro, quinta, e o teste do jejum de Alejo Véliz
O próximo teste vem rápido. O Bahia enfrenta o Cruzeiro na quinta-feira (5), às 21h30, no Mineirão, pela 34ª rodada do Brasileirão. Ceni deve ter praticamente o elenco completo, com o zagueiro Kanu de volta após suspensão, conforme as notícias dos treinos no CT.
Por outro lado, o Cruzeiro chega com desfalques, o que pode abrir espaço para um atacante que corre, prende a defesa e espera a bola certa. Se ela sobrar, o argentino vai precisar dela.
Minha leitura: Ceni acerta em bancar o jogador, porque trocar o nove no meio da sequência criaria ruído sem resolver nada. Só que o crédito tem prazo. Um gol em Belo Horizonte resolve a conversa, e a ausência dele reabre o debate.
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