“Não sei por que que a gente muda depois do gol.” Rogério Ceni soltou a frase na coletiva, no Mineirão, e ela resume a noite. Ceni critica Bahia por um colapso de postura que custou a virada do Cruzeiro por 3 a 2, na quinta-feira (5), pela 34ª rodada do Brasileirão.

Ceni critica Bahia pela mudança depois do gol
Para o técnico, o começo foi bom. O Bahia abriu o placar com Kike Olivera e mandava no jogo até ali. Depois disso, porém, o cenário virou. Segundo o relato do Bahia Notícias, Ceni descreveu um time que parou de trocar passes, perdeu a bola e apelou para o chutão.
O ponto central é a causa. Ele não falou em falta de preparo físico nem em azar. Falou em comportamento: o time passou a jogar diferente só porque a bola entrou. Ou seja, o problema nasceu na cabeça, não nas pernas.
O VAR, o apito final e o elogio ao rival
Ceni também reclamou da arbitragem. Questionou a intervenção do VAR no pênalti que Kaio Jorge acabou desperdiçando no segundo tempo. Além disso, criticou o apito final, que, na visão dele, cortou uma jogada em que o Bahia ia cruzar na área.
Por outro lado, o técnico reconheceu o mérito do adversário. Chamou o Cruzeiro de time maduro e destacou o papel de Gerson na construção das jogadas. É um elogio que pesa, afinal vem de quem acabou de perder.
Ceni critica Bahia e admite distância dos grandes
A coletiva foi além do jogo. Ceni admitiu que o Bahia ainda está atrás dos principais clubes do país, justamente os que brigam com ele nas primeiras posições. A tabela mostra o tamanho do problema: o Tricolor segue em sexto, com 53 pontos.
A distância para o G-4 agora é de quatro pontos, com quatro rodadas por jogar. A conta ainda não fechou, mas ficou apertada. Enquanto isso, o próximo compromisso é contra o Grêmio, no dia 18, em Porto Alegre.
O que a fala de Ceni diz sobre o Bahia
A crítica é honesta, e isso conta a favor dele. Reclamar de VAR não explica o gol sofrido nem o controle perdido. Quem desmonta o próprio time depois de abrir o placar precisa olhar para dentro primeiro.
O diagnóstico está feito. Falta o Bahia provar que aprendeu a defender uma vantagem. Acompanhe mais análises e bastidores na editoria de esportes do Feira Diferente.
