Justiça exclui empresário Bruno Karttos de processo da Operação “Aposta Suja” após banco reconhecer erro

Empresário, que é sócio da Mansão Green e embaixador do Feira FC, havia sido alvo de busca e apreensão; equívoco em informação bancária teria provocado inclusão indevida no caso

O empresário baiano Bruno Karttos, sócio da Mansão Green e embaixador do Feira FC, foi retirado definitivamente do processo relacionado à Operação “Aposta Suja” nesta segunda-feira (31). A decisão ocorre pouco mais de duas semanas após ele ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão em sua residência, em um condomínio de luxo de Feira de Santana.

Segundo informações divulgadas inicialmente pelo Bahia Notícias, a retirada do empresário do processo ocorreu após a identificação de um erro atribuído ao banco BTG Pactual, que teria provocado a inclusão indevida do nome de Bruno nas investigações conduzidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Erro teria ocorrido em comunicação ao Coaf

De acordo com as informações divulgadas, em 2025 o BTG Pactual encaminhou uma Comunicação de Operação Suspeita ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicando que Bruno Karttos seria proprietário de 90% das cotas sociais da Code Tech Enterprise Ltda., atualmente denominada Code Fabrik Enterprise Ltda.

A empresa era alvo da investigação por suspeita de envolvimento com lavagem de dinheiro relacionada a plataformas de apostas ilegais. Posteriormente, no entanto, documentos apresentados pela defesa teriam demonstrado que Bruno não era sócio, administrador e não possuía relação com a companhia investigada.

A partir da informação inicialmente encaminhada, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Rio de Janeiro (Gaeco-RJ) havia solicitado o bloqueio de bens do empresário, até o limite de R$ 95,8 milhões, além do cumprimento de mandado de busca.

Banco reconheceu equívoco

Após a apresentação de documentos da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) pela defesa, o caso passou por uma nova análise.

Ainda conforme as informações divulgadas, o BTG Pactual protocolou um ofício em 26 de agosto reconhecendo o equívoco e informando não ter identificado relação entre Bruno Karttos e a empresa investigada.

Diante dos novos documentos e do reconhecimento do erro, o Ministério Público do Rio de Janeiro concordou com a devolução dos bens e com o encerramento das medidas adotadas contra o empresário.

Nesta segunda-feira (31), o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro, determinou a retirada definitiva de Bruno Karttos do processo.

Com a decisão, o empresário deixa de figurar no caso da Operação “Aposta Suja”, após a apuração apontar que sua inclusão ocorreu a partir de uma informação bancária posteriormente reconhecida como equivocada.

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