“Muito ruim hoje.” Foi assim que Renato Kayzer resumiu a atuação do Vitória na derrota por 2 a 0 para o Coritiba, sábado (31), no Couto Pereira. Dito na saída de campo, o recado pesa mais que qualquer nota oficial. Kayzer critica Vitória sem enfeite, e o torcedor entende o tamanho do problema.

Kayzer critica Vitória sem rodeios
O atacante falou ao Premiere, logo depois do apito final. As frases foram curtas e não tentaram suavizar o placar. “Muito ruim hoje. O primeiro tempo não foi bom, o segundo tempo também não”, disse.
Além disso, ele não apelou para arbitragem nem para gramado. Por isso a fala ganha peso. Quando o jogador assume o tamanho da falha, o elenco escuta. A declaração aparece na Bahia Notícias e também na Gazeta Esportiva e na Arena Rubro-Negra.
O que ele disse sobre a briga contra o Z4
Questionado sobre a luta contra o rebaixamento, Kayzer olhou para trás. “A gente viu o ano passado como foi difícil, e esse ano também tá sendo…”, afirmou. Em seguida, pediu confiança no próprio grupo: “A gente tem que se apegar nas nossas forças.”
A tabela explica o tom. O Vitória ficou em 14º lugar, com 38 pontos, a dois do Z4, segundo a Arena Rubro-Negra. A Bahia Notícias lembrou que é a menor vantagem do segundo turno. Ou seja, a folga encurtou rodada após rodada.
Para quem briga na parte de baixo, qualquer tropeço em casa custa caro. Por isso Kayzer critica Vitória e, ao mesmo tempo, evita o discurso de crise. Ele lembrou que o ano passado foi difícil e que a temporada atual também exige sofrimento. Afinal, a conta só fecha com pontos no Barradão.
Brítez fora e Fluminense pela frente
O problema não vem sozinho. O argentino Brítez levou o terceiro cartão amarelo contra o Coritiba e cumpre suspensão automática. Ele desfalca o time diante do Fluminense, sexta-feira (6), às 20h, no Barradão.
Portanto, Jair Ventura terá poucos dias para reorganizar a defesa. Por outro lado, a partida em casa é o cenário que o atacante apontou. “É levantar a cabeça e fazer o nosso melhor em casa”, disse.
Kayzer critica Vitória, mas o recado é de reação
Opinião: gosto do tom. Autocrítica pública incomoda, porém ajuda. Só que palavra não marca ponto. Contra o Fluminense, o Barradão vai cobrar atitude desde o primeiro minuto. Se a reação não vier, o discurso de “levantar a cabeça” perde força, e a distância para o Z4 desaparece.
Em compensação, há um lado positivo. O jogador falou de cabeça erguida e apontou o caminho: vencer em casa. Resta saber se o grupo transforma a fala em jogo. A resposta vem na sexta, diante da torcida, e ela vale mais do que qualquer entrevista.
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