Bahia no Mineirão: o dia em que Talisca calou a festa do tri

Era 1º de dezembro de 2013, e o Mineirão estava pronto para a festa. O Cruzeiro levantaria a taça do tricampeonato brasileiro. Só que o Bahia não leu o roteiro. A última vitória do Bahia no Mineirão aconteceu naquele dia, com gol aos 45 minutos do segundo tempo.

Bahia no Mineirão: o estádio visto de cima, palco da vitória tricolor de 2013
Foto: Renato Cobucci / Imprensa MG, via Wikimedia Commons

Um jogo que ninguém esperava

A partida foi pela 37ª rodada do Brasileirão de 2013. O Cruzeiro já era campeão. Por isso, o clima era de despedida e de volta olímpica. Enquanto isso, o Bahia tinha pouco a perder e muito a provar.

O placar final foi 2 a 1 para os visitantes. Marquinhos abriu a conta ainda no primeiro tempo. Depois, Vinícius Araújo empatou para o Cruzeiro aos 39 da etapa final. Parecia que a festa seguiria sem sustos.

Talisca decide aos 45

No entanto, o Bahia ainda tinha uma bala. Aos 45 minutos do segundo tempo, Anderson Talisca marcou o gol da virada. A cobertura do Superesportes registrou que o Cruzeiro foi surpreendido em pleno dia da taça.

Há uma pequena divergência entre as fontes sobre os minutos exatos. A ESPN, por exemplo, marca Marquinhos aos 14 e Talisca aos 89. Mesmo assim, o resultado e a sequência dos gols batem em todos os registros. A Cruzeiropédia guarda a ficha do jogo.

Por que o Bahia no Mineirão volta à conversa

O motivo está no calendário. Nesta quinta-feira (5), às 21h30, o Bahia visita o Cruzeiro pela 34ª rodada do Brasileirão. Além disso, a imprensa mineira lembra que o Cruzeiro tem aproveitamento superior a 80% contra os baianos em casa. O último encontro no estádio terminou em 3 a 0 para a Raposa, em 2025.

Ou seja, o retrospecto pesa. Por outro lado, a história de 2013 prova que tabu existe para ser quebrado. O time de Rogério Ceni não precisa de um roteiro de festa alheia para isso, mas a lembrança serve de combustível.

O que fica para quinta

Afinal, jogo grande no Mineirão não se ganha com saudade. Ganha-se com marcação, bola parada e sangue frio nos minutos finais. Talisca aprendeu isso em 2013.

Minha opinião: o Bahia tem time para incomodar. Se chegar vivo aos 40 minutos do segundo tempo, tudo pode acontecer de novo. Acompanhe mais análises na nossa editoria de esportes.

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