O Vitória sem Jair Ventura entra em campo na sexta-feira (6), às 20h, contra o Fluminense, no Barradão. A mudança veio na segunda (2), a cinco rodadas do fim do Brasileirão, e deixa um clima de urgência no Leão.

Como a saída foi comunicada
Antes do treino, o presidente Fábio Mota reuniu os jogadores na academia. Ali, comunicou oficialmente o fim do contrato, conforme divulgou o clube. Os auxiliares Emílio Faro e Antônio Macedo também deixaram a comissão.
Enquanto isso, o time já vinha de dois dias de ressaca. Afinal, a derrota por 2 a 0 para o Coritiba, no sábado, foi o quarto jogo sem vencer.
Os números da passagem de Ventura
O técnico comandou 69 jogos, com 30 vitórias, 12 empates e 27 derrotas. Ou seja, 49,2% de aproveitamento, segundo levantamento publicado pela imprensa. Além disso, ele deixa o título da Copa do Nordeste de 2026 e a permanência na Série A em 2025.
No entanto, o segundo turno pesou. O Vitória fez 26 pontos no primeiro turno, foi o 11º colocado e caiu para a 17ª campanha na segunda metade. Por isso, o time aparece em 14º, com 38 pontos, apenas dois à frente do Corinthians, que abre o Z4. Para piorar, é o único da Série A que ainda não venceu fora de casa. Os dados estão na cobertura do Terra.
Cléber dos Santos assume o time
O auxiliar Cléber dos Santos, no clube desde setembro de 2025, comanda o Vitória sem Jair Ventura contra o Fluminense. Ele dirigiu o primeiro treino logo depois da saída, como mostra o Bahia Notícias.
Por sua vez, a diretoria deve esperar o resultado para decidir o futuro do cargo. Uma vitória pode abrir caminho para a efetivação do interino, segundo a imprensa baiana. O clube ainda não anunciou um novo treinador.
O que o Barradão pode mudar
O Barradão é o melhor argumento do Leão. Em casa, o time ainda pode buscar os pontos que faltam na estrada. Contudo, trocar de técnico em plena reta final é aposta de risco. Funciona quando o grupo reage, mas falha quando a insegurança contamina o campo.
Minha leitura: o problema do Vitória passa mais pelo jogo longe de casa do que pelo nome no banco. Só que, a esta altura, a diretoria preferiu mexer. Agora, a torcida cobra resposta rápida.
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